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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Riscos e Oportunidades na ISO 9001:2015

Frase com Qualidade
A nova norma de sistemas de gestão da qualidade, ISO 9001:2015 tem diversas novidades em relação à anterior versão de 2008, sendo que talvez a mais relevante é a abordagem em função do conceito de risco.

De acordo com a norma ISO 9000:2015, o risco é o efeito de incerteza, ou seja, o desvio ao esperado que pode ser positivo ou negativo.

Como e aonde se aplica este conceito na aplicação da norma ISO 9001:2015?

Este conceito deve ser aplicado no contexto da organização e das necessidades e expetativas das partes interessadas relevantes.

O conceito de risco e oportunidade (que será o desvio positivo, enquanto o risco é o desvio negativo), também deve ser aplicado na análise dos processos existentes na organização, na análise dos processos referentes aos produtos e / ou serviços fornecidos, desde a matéria-prima até o após a entrega.

A norma não indica quais as técnicas a usar para fazer essa análise mas, no que diz respeito ao contexto da organização e das necessidades e expetativas das partes interessadas, por exemplo, um bom método será usar a matriz SWOT.

Cabe a cada empresa definir quais são as partes interessadas e depois, quais são as partes interessadas relevantes.

Eis alguns exemplos de partes interessadas:

- Clientes

- Estado / Município / Finanças

- Fornecedores

- Associações / Sindicatos

- Empregados

- …

No que diz respeito à análise dos processos, devem ser analisadas as atividades que os constituem e respetivos riscos e oportunidades inerentes.

Neste caso, uma possibilidade é usar o método probabilidade x gravidade, para aferir se o risco ou oportunidade é significativo.

Os riscos e oportunidades que forem considerados significativos deverão ter ações, prazos e responsáveis, que permitam o seu controlo ou melhoria do sistema.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Artigo sobre Investigação de acidentes

No âmbito de um sistema de gestão de segurança e saúde no trabalho e no âmbito da gestão de uma empresa, um dos fatores que temos que prevenir são os acidentes.

No entanto, quando eles surgem, devemos investigar as suas causas e definir ações corretivas para evitar que voltem a acontecer ou pelo menos, tentarmos que a situação não se repita.

A questão que se coloca é como podemos investigar a causa de um acidente de uma forma sistemática.

Vamos fazer o paralelo com o sistema de gestão da qualidade para explicar o conceito.

Imaginem que o acidente é como uma não conformidade de um sistema de gestão da qualidade.

Exatamente como acontece num sistema de gestão da qualidade, temos que registar a anomalia (o acidente) com os dados que conseguirmos reunir, incluindo a data do acontecimento e a pessoa acidentada.

Os dados recolhidos serão a base para a nossa investigação das causas do acidente. Se possível, visitem o local e / ou falem com as pessoas envolvidas.

Registem as possíveis causas que resultaram da investigação do acidente.

Definam a ação ou ações corretivas, com prazos e responsáveis, em função das causas descritas.

Deverão também verificar e, eventualmente, rever a avaliação de riscos efetuada.

Implementem as ações corretivas.

Após um prazo definido, verifiquem a eficácia das ações corretivas, nomeadamente, se foram implementadas (por exemplo, através de uma auditoria ao local e / ou ao processo respetivo) e se voltou a acontecer acidentes ou incidentes deste tipo.

Caso não tenham verificado mais nenhum acontecimento deste tipo, então pode-se concluir que as ações foram eficazes.

Se tiver acontecido mais algum acontecimento deste tipo, então as ações corretivas não foram eficazes e deverão analisar de novo as causas do acidente e definir novas ações corretivas.

Registem as conclusões.

Desta forma, investigam um acidente da mesma forma que investigam uma não conformidade, num sistema de gestão da qualidade.

Em resumo:

Acidente ----- > Investigação das causas ----- > Definição das ações corretivas com prazos e responsáveis ----- > Verificação da eficácia das ações corretivas 

Caso se verifique que a ações corretivas não foram eficazes, deve-se investigar de novo as causas do acidente e definir novas ações corretivas.

No entanto, existem situações, em que além das ações corretivas, é necessário uma correção.

Mas correção não é o mesmo que ação corretiva?

De acordo com a NP EN ISO 9000:2005, existem diferenças.

Uma correção é uma ação para eliminar uma não conformidade.

Reparem que, ao contrário da ação corretiva, não é referido a eliminação / investigação da causa.

Neste caso, estamos a atuar diretamente sobre a não conformidade (no nosso caso, podemos considerar que é o acidente) e não sobre as suas causas.

Uma correção pode ser efetuada em conjunto com uma ação corretiva.

Não esqueçam que tudo isto (correção, investigação das causas, ação corretiva e avaliação da eficácia) deve estar suportado por um registo (papel, informático ou ambos) de forma a permitir o seu seguimento e gestão.

Como exemplo de um possível registo, temos o seguinte impresso que também permite o registo de ações preventivas, que não foram abordadas neste artigo.

Frases com Qualidade
Registo


Pedro Marques

Consultor, Formador e Auditor de Sistemas de Gestão

Publicado originalmente no meu site em 17 de Junho de 2014

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Artigo "Eficácia versus Eficiência"

Frases com Qualidade
                                                                                                                                                             










Sabemos qual a diferença entre eficácia e eficiência?

Este meu artigo explica os dois conceitos e a sua importância para uma organização.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Artigo "O que é a Qualidade?"

Reflexões sobre o que é a qualidade publicadas no meu artigo "O que é a Qualidade" no blogue "We Make it Happen Senior Consulting" no dia 29 de Julho de 2013.

Fala-se muito na qualidade, em ter qualidade.

Mas afinal o que é a Qualidade?

É um conceito volátil, que ontem foi uma coisa, que hoje será outra e que amanhã não sabemos o que será.

Temos uma perceção do que é ter qualidade mas temos dificuldade em concretizar.

Por isso, o que tem qualidade hoje, pode não ter amanhã.