A nova norma de sistemas de gestão da qualidade, ISO 9001:2015 tem diversas novidades em relação à anterior versão de 2008, sendo que talvez a mais relevante é a abordagem em função do conceito de risco.
De acordo com a norma ISO 9000:2015, o risco é o efeito de incerteza, ou seja, o desvio ao esperado que pode ser positivo ou negativo.
Como e aonde se aplica este conceito na aplicação da norma ISO 9001:2015?
Este conceito deve ser aplicado no contexto da organização e das necessidades e expetativas das partes interessadas relevantes.
O conceito de risco e oportunidade (que será o desvio positivo, enquanto o risco é o desvio negativo), também deve ser aplicado na análise dos processos existentes na organização, na análise dos processos referentes aos produtos e / ou serviços fornecidos, desde a matéria-prima até o após a entrega.
A norma não indica quais as técnicas a usar para fazer essa análise mas, no que diz respeito ao contexto da organização e das necessidades e expetativas das partes interessadas, por exemplo, um bom método será usar a matriz SWOT.
Cabe a cada empresa definir quais são as partes interessadas e depois, quais são as partes interessadas relevantes.
Eis alguns exemplos de partes interessadas:
- Clientes
- Estado / Município / Finanças
- Fornecedores
- Associações / Sindicatos
- Empregados
- …
No que diz respeito à análise dos processos, devem ser analisadas as atividades que os constituem e respetivos riscos e oportunidades inerentes.
Neste caso, uma possibilidade é usar o método probabilidade x gravidade, para aferir se o risco ou oportunidade é significativo.
Os riscos e oportunidades que forem considerados significativos deverão ter ações, prazos e responsáveis, que permitam o seu controlo ou melhoria do sistema.
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
quinta-feira, 19 de junho de 2014
Artigo sobre Investigação de acidentes
No âmbito de um sistema de gestão de segurança e saúde no trabalho e no âmbito da gestão de uma empresa, um dos fatores que temos que prevenir são os acidentes.
No entanto, quando eles surgem, devemos investigar as suas causas e definir ações corretivas para evitar que voltem a acontecer ou pelo menos, tentarmos que a situação não se repita.
A questão que se coloca é como podemos investigar a causa de um acidente de uma forma sistemática.
Vamos fazer o paralelo com o sistema de gestão da qualidade para explicar o conceito.
Imaginem que o acidente é como uma não conformidade de um sistema de gestão da qualidade.
Exatamente como acontece num sistema de gestão da qualidade, temos que registar a anomalia (o acidente) com os dados que conseguirmos reunir, incluindo a data do acontecimento e a pessoa acidentada.
Os dados recolhidos serão a base para a nossa investigação das causas do acidente. Se possível, visitem o local e / ou falem com as pessoas envolvidas.
Registem as possíveis causas que resultaram da investigação do acidente.
Definam a ação ou ações corretivas, com prazos e responsáveis, em função das causas descritas.
Deverão também verificar e, eventualmente, rever a avaliação de riscos efetuada.
Implementem as ações corretivas.
Após um prazo definido, verifiquem a eficácia das ações corretivas, nomeadamente, se foram implementadas (por exemplo, através de uma auditoria ao local e / ou ao processo respetivo) e se voltou a acontecer acidentes ou incidentes deste tipo.
Caso não tenham verificado mais nenhum acontecimento deste tipo, então pode-se concluir que as ações foram eficazes.
Se tiver acontecido mais algum acontecimento deste tipo, então as ações corretivas não foram eficazes e deverão analisar de novo as causas do acidente e definir novas ações corretivas.
Registem as conclusões.
Desta forma, investigam um acidente da mesma forma que investigam uma não conformidade, num sistema de gestão da qualidade.
Em resumo:
Caso se verifique que a ações corretivas não foram eficazes, deve-se investigar de novo as causas do acidente e definir novas ações corretivas.
No entanto, existem situações, em que além das ações corretivas, é necessário uma correção.
Mas correção não é o mesmo que ação corretiva?
De acordo com a NP EN ISO 9000:2005, existem diferenças.
Uma correção é uma ação para eliminar uma não conformidade.
Reparem que, ao contrário da ação corretiva, não é referido a eliminação / investigação da causa.
Neste caso, estamos a atuar diretamente sobre a não conformidade (no nosso caso, podemos considerar que é o acidente) e não sobre as suas causas.
Uma correção pode ser efetuada em conjunto com uma ação corretiva.
Não esqueçam que tudo isto (correção, investigação das causas, ação corretiva e avaliação da eficácia) deve estar suportado por um registo (papel, informático ou ambos) de forma a permitir o seu seguimento e gestão.
Como exemplo de um possível registo, temos o seguinte impresso que também permite o registo de ações preventivas, que não foram abordadas neste artigo.
Pedro Marques
Consultor, Formador e Auditor de Sistemas de Gestão
Publicado originalmente no meu site em 17 de Junho de 2014
No entanto, quando eles surgem, devemos investigar as suas causas e definir ações corretivas para evitar que voltem a acontecer ou pelo menos, tentarmos que a situação não se repita.
A questão que se coloca é como podemos investigar a causa de um acidente de uma forma sistemática.
Vamos fazer o paralelo com o sistema de gestão da qualidade para explicar o conceito.
Imaginem que o acidente é como uma não conformidade de um sistema de gestão da qualidade.
Exatamente como acontece num sistema de gestão da qualidade, temos que registar a anomalia (o acidente) com os dados que conseguirmos reunir, incluindo a data do acontecimento e a pessoa acidentada.
Os dados recolhidos serão a base para a nossa investigação das causas do acidente. Se possível, visitem o local e / ou falem com as pessoas envolvidas.
Registem as possíveis causas que resultaram da investigação do acidente.
Definam a ação ou ações corretivas, com prazos e responsáveis, em função das causas descritas.
Deverão também verificar e, eventualmente, rever a avaliação de riscos efetuada.
Implementem as ações corretivas.
Após um prazo definido, verifiquem a eficácia das ações corretivas, nomeadamente, se foram implementadas (por exemplo, através de uma auditoria ao local e / ou ao processo respetivo) e se voltou a acontecer acidentes ou incidentes deste tipo.
Caso não tenham verificado mais nenhum acontecimento deste tipo, então pode-se concluir que as ações foram eficazes.
Se tiver acontecido mais algum acontecimento deste tipo, então as ações corretivas não foram eficazes e deverão analisar de novo as causas do acidente e definir novas ações corretivas.
Registem as conclusões.
Desta forma, investigam um acidente da mesma forma que investigam uma não conformidade, num sistema de gestão da qualidade.
Em resumo:
Acidente ----- > Investigação das causas ----- > Definição das ações corretivas com prazos e responsáveis ----- > Verificação da eficácia das ações corretivas
Caso se verifique que a ações corretivas não foram eficazes, deve-se investigar de novo as causas do acidente e definir novas ações corretivas.
No entanto, existem situações, em que além das ações corretivas, é necessário uma correção.
Mas correção não é o mesmo que ação corretiva?
De acordo com a NP EN ISO 9000:2005, existem diferenças.
Uma correção é uma ação para eliminar uma não conformidade.
Reparem que, ao contrário da ação corretiva, não é referido a eliminação / investigação da causa.
Neste caso, estamos a atuar diretamente sobre a não conformidade (no nosso caso, podemos considerar que é o acidente) e não sobre as suas causas.
Uma correção pode ser efetuada em conjunto com uma ação corretiva.
Não esqueçam que tudo isto (correção, investigação das causas, ação corretiva e avaliação da eficácia) deve estar suportado por um registo (papel, informático ou ambos) de forma a permitir o seu seguimento e gestão.
Como exemplo de um possível registo, temos o seguinte impresso que também permite o registo de ações preventivas, que não foram abordadas neste artigo.
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Pedro Marques
Consultor, Formador e Auditor de Sistemas de Gestão
Publicado originalmente no meu site em 17 de Junho de 2014
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Artigos de Pedro Marques sobre Sistemas de Gestão
Os meus artigos relacionados com a temática dos sistemas de gestão (ver o link seguinte)
Artigos de Pedro Marques sobre Sistemas de Gestão
Artigos de Pedro Marques sobre Sistemas de Gestão
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Artigo "Eficácia versus Eficiência"
Sabemos qual a diferença entre eficácia e eficiência?
Este meu artigo explica os dois conceitos e a sua importância para uma organização.
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Artigo "O que é a Qualidade?"
Reflexões sobre o que é a qualidade publicadas no meu artigo "O que é a Qualidade" no blogue "We Make it Happen Senior Consulting" no dia 29 de Julho de 2013.Fala-se muito na qualidade, em ter qualidade.
Mas afinal o que é a Qualidade?
É um conceito volátil, que ontem foi uma coisa, que hoje será outra e que amanhã não sabemos o que será.
Temos uma perceção do que é ter qualidade mas temos dificuldade em concretizar.
Por isso, o que tem qualidade hoje, pode não ter amanhã.
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